No Brasil, país formado pela mistura de raças e com a maioria da população de origem negra, o preconceito racial predomina constantemente. O racismo existe desde o tempo da escravidão; onde negros eram tratados somente como objetos de trabalho e não tinham direitos a uma remuneração, as crianças também eram submetidas ao intenso trabalho, em suma, eram prisioneiros das vontades dos que tinham poder, os brancos.
A pele negra é a menos aceita no mercado de trabalho, empresários acham que a presença de um negro manchará a imagem da empresa. Negros são os primeiros a serem chamados de ladrões se houver a suspeita de furto num estabelecimento. Em jornais e novelas foram apresentadas histórias de mulheres negras que por ter um filho (a) branco (a) eram surpreendidas e magoadas com perguntas ofensivas, tais como: “Cadê a mãe dele (a)?”, “Há quanto tempo você olha ele (a)?”, “Você é a babá?”. Pessoas negras em colégios, principalmente particulares, são isoladas e maltratadas verbalmente e, em alguns casos, fisicamente.
Devido a tanto preconceito, o surgimento e predominância de outros problemas são visíveis, o bullying, a violência e a exclusão social, por exemplo. Da mesma maneira que os negros adoecem, choram, perdem, ganham, gritam de alegria ou dor, brincam, riem, tem boas condições financeiras, machucam-se, possuem uma vida profissional bem sucedida ou não, fazem o bem ou mal; os brancos também. Todo o ser humano, negro, indígena ou branco, tem o direito de viver a vida intensamente. Ninguém é perfeito, ninguém é melhor!
Fisicamente, condutamente e emocionalmente somos diferentes, e ser diferente é normal. Mas, em relação aos direitos e deveres somos iguais (“Perante a Lei somos todos iguais”).
O que a cor da pele comparada com a conduta de cada um?
Independente da nossa cor somos capazes de abraçar a vida, sonhar, aprender ou errar, ser feliz. Errar? Sim, errar! Quando eu era pequena, no colégio, uma colega errou uma questão da atividade, e outra colega disse: “preta é assim mesmo”. Somente os negros erram? E os brancos, não?
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